Estudo com idosos (média de 67 anos) evidenciou que a presença de depressão está relacionada com os baixos níveis de condicionamento físico, mais precisamente com o consumo direto de oxigênio. Pesquisas mostram que o exercício físico tem um papel preponderante para o desenvolvimento da neurogênese no hipocampo através da potencialização de longa duração e do neurotrófico derivado do cérebro. A hipótese mais encontrada na literatura médica é um aumento de monoaminas, como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina.

Durante os exercícios aeróbios, os níveis de prolactina estão elevados, refletindo um aumento central da serotonina. Desta forma, a serotonina pode diminuir as respostas a eventos ameaçadores relacionados aos sintomas da depressão. Outro processo também associado ao exercício físico é a síntese de dopamina, que está ligada com o desempenho motor, a motivação locomotora e a modulação emocional.

“No que se refere às prescrições de exercícios físicos, os mais indicados para depressão são os aeróbios (60% a 80% da frequência cardíaca máxima do indivíduo). Recomenda-se que o paciente pratique de três a cinco vezes por semana, em sessões de 45 a 60 minutos”, explica Carla Britto, mestra e professora de Educação Física e pós-graduada em Fisiologia do Exercício.

As pesquisas sugerem que os pacientes depressivos devem sentir melhoras dos sintomas por volta de quatro semanas após o início dos exercícios, mas recomenda-se que os exercícios sejam mantidos para obter melhores resultados.