Chegamos ao meio do ano. Para quem corre há algum tempo é hora de ver a evolução desse período, adequar ou redefinir metas ou, então, comemorar os objetivos alcançados até aqui.

Parece até um eterno recomeço de acorda, treina, trabalha e vive (quando sobra um tempinho). Mas ao contrário do que pesquisas recentes anunciam (que falta energia para o brasileiro) acredito que quando não conseguimos fazer tudo aquilo que almejamos, não é apenas por falta de energia física ou mental.

Para mim, o resultado que colhemos são consequência de uma série de fatores internos e externos, mas que, pelo menos em parte,  são determinados por nossas escolhas.

Cansaço e indisposição fazem parte da vida, aparecem vez ou outra. O que fazemos com essas sensações é que fará a diferença. Escolhemos nos alimentar corretamente, equilibrar sono e trabalho, lazer e família, treinos e descanso? Ou não? Decidimos treinar com orientação profissional, exames em dia?

Dia desses li algum texto que falava sobre substituir o “vitimismo “ pelo “protagonismo”. É isso. “Não” temos um monte, de todos os lados, em todos os formatos. Mas está em nossas mãos a possibilidade entre escolher ser vítima ou personagem principal da própria história.

Se a gente não optar por se levantar e ligar o interruptor não vai ter energia. Nem sempre é fácil e, às vezes, o que precisamos mesmo é de colo, descanso e paciência com nossas próprias limitações. Claro, se não treinar adequadamente, não tem resultado. Mas também se não se cuidar e começar a se iludir com a ideia de que pode tudo, não chegará a lugar algum.

Por isso, aproveite os quilômetros rodados no primeiro semestre e, se preciso, mude de trilha, mas escolha o que é bom pra você. “Faça o que é bom. Sinta o que é bom. Pense o que é bom. Bom pra você”…Bons treinos!

É jornalista por formação, marketeira por vocação e esportista por amor. Criou o JORNAL CORRIDA por acreditar que a prática esportiva é uma ferramenta de formação do indivíduo e de promoção de saúde e qualidade de vida.

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