Exercícios não beneficiam só o corpo, mas também transformam o cérebro – e para melhor. A ciência tem comprovado como a prática esportiva é positiva, em especial, os benefícios da corrida. Um exemplo é o estudo do psicólogo Stanley J. Colcombe, da Universidade de Illinois. Ele coordenou um grupo de pesquisadores que examinou a influência da prática da atividade física em possíveis mudanças na estrutura cerebral. O experimento demorou seis meses para ser desenvolvido e incluiu 59 pessoas saudáveis, mas até então sedentárias, com idades entre 60 e 79 anos. Os cientistas propuseram que os voluntários iniciassem um programa de treino. Foram feitas imagens de seus cérebros antes e depois do treinamento. O resultado foi surpreendente: mesmo intervenções com exercícios relativamente curtos restauraram algumas das perdas de volume cerebral associadas com o envelhecimento normal. Os estudiosos acreditam que o prazer que as pessoas tiveram com a atividade física também foi fundamental para o bom resultado.

Apoiando esses resultados, um vasto conjunto de estudos com camundongos demonstrou numerosas alterações na estrutura e função do cérebro depois que os animais foram colocados em espaços complexos, com vários estímulos (como rodas que permitissem que os roedores ao mesmo tempo se exercitassem e se divertissem). A exposição a esses ambientes enriquecidos trouxe diversos benefícios neuropsicológicos. Em primeiro lugar, aumentou a formação de novas extensões dos neurônios (células cerebrais) e sinapses (áreas do cérebro que recebem e enviam sinais de comunicação) e favorecem a oxigenação da cabeça, o que ajuda a manter a rapidez de raciocínio.