É fácil identificar um corredor quando ele está sem seu “uniforme” de treino. No ambiente social ou profissional, quem corre está sempre dando dicas e sugestões de alimentação, hidratação e saúde para os outros. Mas, como já diz o antigo ditado, em casa de ferreiro todo espeto é de pau, é muito comum encontrarmos entre os atletas amadores aqueles que não se alimentam, nem se hidratam adequadamente para os treinos e, principalmente, competições.

A ansiedade no dia da prova é um dos fatores que atrapalham. Muitos atletas, principalmente iniciantes, nem comem quando saem para uma corrida. Mas, se carro de tanque vazio não chega a lugar nenhum, conosco é a mesma coisa. Esse tipo de comportamento pode prejudicar não só o rendimento, mas também causar alguns problemas mais graves. Por isso, não tenha medo nem de água, nem de comida no durante uma competição ou treino.

 Santo gole

A água do percurso não está ali apenas para refrescar a cabeça. Serve para isso também, mas se você perguntar para qualquer atleta de elite qual a maior preocupação dele antes de uma prova, certamente a maioria responderá: a hidratação.

Na semana de competição, segundo especialistas, a conta é simples: tome em média 35 ml de líquido x seu peso por dia. Ou seja, para chegar hidratado na prova, quem pesa 70 kg, deve tomar no mínimo 2,5 litros, todos os dias, ao longo da semana.

Estudos do American College of Sports Medicine indicam que a reposição de líquidos para quem pratica exercícios dever ser de 600 a 1200 ml até duas horas antes, e em média de 500 ml por hora de atividade, divididos em frações a cada 15 ou 20 minutos.

É importante lembrar que a sede é o primeiro sinal de desidratação. Por isso, não espere ela chegar para tomar seu primeiro gole.

 Abasteça

Em treinos ou provas com duração superior a uma hora, repor carboidratos é fundamental para manutenção dos níveis de energia e retardar a fadiga. Os conhecidos géis são uma alternativa prática, pois são fáceis de carregar em qualquer pequeno bolso do short ou bermuda. Lembrando sempre que eles têm melhor absorção pelo organismo quando consumidos com um pouco de água. Para quem não gosta do sabor desses repositores energéticos, algumas alternativas são a banana, a batata cozida ou pequenos pedaços de pão com mel, que você pode carregar nos cintos e bolsos, embalados em pedaços, individualmente.

Segundo especialistas consumir carboidratos durante o exercício, fornece aos  músculos combustível adicional não só para que eles suportem todo o esforço, mas também para manter os níveis de açúcar no sangue, ajudando a irrigação do cérebro, que influi na concentração e manutenção do foco.

Use seus treinos para testar que tipo de alimento seu organismo aceita bem durante o exercício e como ele se adapta à hidratação necessária.