É raro um atleta, mesmo amador, que não busca melhorar o tempo na corrida. Ou no mínimo, evoluir, corrigir o movimento e alcançar maiores distâncias ou menores tempos. Um estudo desenvolvido em Cambridge pode dar uma mãozinha nisso.

A pesquisa indica que observar movimentos feitos por outras pessoas desencadeia impulsos motores. Sob a óptica da psicologia evolucionista isso faz sentido: se um homem pré-histórico via outros correrem, era aconselhável imitá-los sem parar para pensar, pois provavelmente havia um perigo em algum lugar – e fugir era a providência mais urgente a ser tomada. Por outro lado, não haveria praticamente nenhum prejuízo à própria sobrevivência se, por fim, a situação se revelasse inofensiva. Dessa forma a imitação automática pode ter se estabelecido entre nossos antepassados. Hoje, obviamente, já não precisamos fugir de feras, mas nosso cérebro mantém dispositivos que ainda respondem como no passado.

Isso talvez ajude a explicar porque corredores parecem tão gregários, gostam de andar em grupo e treinar em locais onde outras pessoas desempenham a mesma atividade. Mesmo que sejam desconhecidos, os “colegas de atividade” estimulam o desejo de nos exercitarmos.