Não é nenhuma novidade que o número de pessoas que praticam corrida cresce a cada dia. Quer seja para sair do sedentarismo, melhorar o condicionamento, praticar um esporte, conhecer pessoas. De certo modo é uma prática “simples”, calçar o tênis e sair para correr!

Na verdade, a corrida exige bastante do corpo e sua prática requer alguns cuidados prévios.  Por isso, quem tem uma rotina de exercícios específicos para as exigências desse esporte pode evitar os incômodos e dores e assegurar que o esporte seja praticado por muitos anos, alcançando o sonho de correr uma maratona, quem sabe!

E aonde a fisioterapia entra?

Embora muito se fale em prevenção, muitos ainda procuram a fisioterapia apenas quando a lesão já está instalada. A prevenção se baseia a partir da avaliação da função, desempenho, do movimento e não em sintomas.

Sequence 01.Still016

 

Por isso, antes do desenvolvimento dos sintomas, os déficits funcionais são identificados e estratégias de correção são propostas. Realizar os treinos de corrida, fortalecimento e também a recuperação com consistência e regularidade, orientação adequada pode minimizar a incidência dessas lesões.

Caso você já apresente sintomas, seguem 3 bons motivos para você procurar um fisioterapeuta:

1. Dores persistentes após 3 a 4 dias de descanso da corrida e aplicação de gelo

Se você notou algum sintoma de dor, o ideal é que descanse da corrida por alguns dias e aplique gelo por 20 minutos de 2 a 3 vezes ao dia no local. Se após esses cuidados a dor persistir no retorno a corrida, é hora de você visitar um fisioterapeuta.

2. Lesão traumática

Durante uma corrida de montanha, por exemplo, se você torceu o tornozelo e ele inchou, procure um fisioterapeuta.

3. Mudanças visíveis no seu corpo

Se você notar que após um dia de treino seu joelho ou tornozelo, por exemplo, estiverem inchados, você deve investigar a causa e tratar, caso contrário poderá levar a lesões mais graves e te deixar fora das corridas por mais tempo!

O importante é saber ouvir seu corpo! Dores recorrentes, persistentes, que não fazem parte da recuperação, devem ser respeitadas e tratadas.

 

Fisioterapeuta especialista em Ortopedia e Esporte pela UNIFESP e em Fisiologia do Esporte pela USP, Fernanda é também especialista em Terapia Manual pela Curtin University/Austrália. Corredora de montanha desde 2014, tendo concluído várias provas de 12, 21 e 50km.