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Todas as emoções num único desafio!

Criada em 2014, a Ultra Fiord vem se estabelecendo como uma das mais difíceis ultramaratonas trail do continente americano. Dois aspectos primordiais da prova, percurso e clima, fazem com seja considerada por muitos uma competição extrema e única.

A passagem pelos glaciares é única no trail sul-americano
Crédito imagem: organização/Javier Stay

O evento acontece todo mês de abril, na Patagônia Chilena, na região de Puerto Natales, entre bosques e glaciares, ao lado do Parque Nacional Torres del Paine, que com uma área total equivalente a quase 220 mil campos de futebol, foi considerado pela Unesco um dos patrimônios naturais da humanidade. Ali a natureza é selvagem e pode ser cruel na mesma proporção de sua exuberância. Nenhuma das 4 edições pode servir de base ou referência para quem pretende um dia cruzar a linha de chegada de Ultra Fiord. Para cada edição, uma história singular a ser contada. Mas em todas elas o protagonismo não está nos grandes atletas dos 5 continentes que participam da prova, nem nos serviços prestados pela organização. Na Ultra Fiord é importante estar ciente de que a protagonista é ela, a natureza. E, se você não cruzar o pórtico de largada em total comunhão e respeito a ela, uma ultramaratona desafiadora como poucas no mundo pode se tornar um enorme pesadelo.

A prova é definida como “assustadoramente encantadora” pelos amantes sul-americanos do trail. Quem já participou de alguma de suas edições fala sobre o evento num tom marcado pelo mix de emoções. Mesmo os mais críticos, com ressalvas quanto à organização, percurso e clima, não escondem o fascínio pelos diferenciais da Ultra Fiord: a beleza natural do lugar, as dificuldades e singularidades do percurso, a exigência física e mental que impõe aos participantes.

 

 Para Maicon Cellarius, catarinense que em 2018 completou 4 dos 7 diferentes percursos da prova, “nenhum outro lugar terá um percurso com tal grau de dificuldade, aliado a um belo visual como lá”. O atleta acredita que a relação de amor ou ódio que muitos atletas brasileiros sentem em relação à Ultra Fiord deve-se ao fato de que “no Brasil estamos acostumados com muita coisa diferente nas provas e isso gera um certo incômodo para quem vai para a Ultra Fiord pela primeira vez”. Em geral, os participantes sentem falta de marcação no trajeto, de segurança em pontos perigosos e ficam incomodados com alterações de última hora no percurso, devido às mudanças climáticas repentinas. “Eu não vejo problema nisso. Acredito que a organização da Ultra Fiord deveria deixar o aviso para todos os que se inscrevem na prova: Esta não é uma prova normal, este não é um lugar normal! Aqui você precisa ter experiência e esteja ciente de que corre riscos maiores que em qualquer outra prova de montanha. Se estiver disposto a passar por tudo isso, seja bem-vindo! Será inesquecível, diz Cellarius.

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